não morreu na praia

•30/04/2010 • 3 Comentários

assim é que se faz, Barcas S/A

\o/\o/\o/\o/\o/\o/  PARABÉNS  \o/\o/\o/\o/\o/\o/

A Agência Reguladora de Transportes Públicos (Agetransp) bateu o martelo ontem e decidiu, por unanimidade, multar a concessionária Barcas S/A em R$276.691,50 pelo acidente ocorrido em novembro de 2008, quando a rampa de acesso à estação cedeu e deixou 25 pessoas feridas. Finalmente a agência dá uma dentro e responsabiliza a concessionária integralmente pelos danos.

A Barcas S/A foi acusada de negligência na manutenção preventiva do equipamento, apesar de afirmar em depoimento que a avaliação era realizada periodicamente.

E vocês acreditam que a concessionária ainda vai recorrer? Qual será a justificativa….Ah não, é que grande parte da população fluminense está acima no peso. Ou então: falamos que era só para transitar pela rampa e não pular! : /

Muito bem, Agetransp, minhas congratulações, mas….. Quero ver quem vai brigar agora pelo direito das pessoas acidentadas receberem suas respectivas indenizações (atenção OAB-RJ!!!). Só falta os responsáveis justificarem a ausência de indenização assim: Não, isso foi atípico, uma fatalidade, nada mais.

Veja aqui a matéria que saiu no JORNAL DO BRASIL sobre a decisão

Acesse também a matéria do PORTAL G1 sobre o dia do acidente.

de $carona$ na “cadeirinha”

•30/04/2010 • 1 Comentário

qual a graça, manés? Vocês vão ter que ir de Kombi

A nova “Lei da Cadeirinha”, não é tão nova assim. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) a redigiu ainda em maio de 2008, mas com previsão de fiscalização apenas para 2010. A resolução altera o artigo 168 do Código Nacional de trânsito e determina que crianças de até 10 anos transportadas em veículos automotores devem seguir as seguintes leis de segurança:

  1. até 1 ano de idade, transportadas no “bebê conforto”
  2. de 2 a 4 anos de idade, na “cadeirinha”
  3. de 5 a 7,5 anos, no “assento de elevação” (cadeirinha sem encosto)
  4. de 7,5 a 10 anos, no cinto de segurança convencional

Agora imaginem a seguinte cena:

Seu Zé, pai de família, que trabalha de sol a sol e nunca tira uma folguinha, resolveu que aquele domingo com “céu de brigadeiro” não poderia passar sem uma praia. Pois bem, o lindo casal que tem uma filha de 10 anos, uma menina de 4, um molequinho de 2 e um picorrucho de 6 meses de idade organiza tudo para o dia ser perfeito.

Não esquecem de nada: botam o gelo para “fazer”, compram os refrigerantes, deixam o isopor pronto, separam o dinheiro para o frango com farofa e dormem cedo para pegar o melhor horário da praia no dia seguinte.

Partem ainda na alvorada, toda a família feliz e confortavelmente acomodada no Chevette 84. O pai dirigindo, a mãe no banco de trás para cuidar do bebê e das crianças de 2 e 4 anos e  a filha mais velha na frente, devidamente assegurada pelo cinto.

O dia foi ótimo. Se divertiram, como a há muito não faziam. Mas voltaram às 14 horas, porque Seu Zé ainda queria assistir ao Fla-Flu daquele dia.

Eis que no caminho há uma blitz policial e eles não parados.

GUARDA: Mas o senhor não está dentro da lei.

ZÉ: Mas meu carro é muito pequeno, simplesmente não tem espaço para tantas cadeiras e cintos. Além do mais, tudo isso me custaria uma fortuna.

GUARDA: Não quero saber amigo, lei é lei. Devia ter ido de ônibus.

ZÉ: Mas com essa criançada toda? Não ia dar certo. Então se eu fosse de ônibus tudo bem não ter “cadeirinhas”?

GUARDA: ……………é

E Seu Zé foi sumariamente multado em 200 reais por criança.

Cabeças para funcionar agora, pessoal! Tem cabimento impor uma lei dessas A veículos de passeio e não aplicá-la à taxis, ônibus, trens, bondes e qualquer outro tipo de coletivo?

ô piloto! sabe que a segurança das crianças no trânsito é uma assunto muito sério e deve ser discutido. Mas uma lei que já começa se contradizendo em termos de eficiência e efetividade é dose. A resolução foi escrita como se somente carros de passeio sofressem acidentes. Ou cria uma lei geral ou então melhor deixar como está.

Desde sempre o cinto de segurança abdominal (o do banco de trás) é regulável, portanto pode se ajustar ao corpinho de crianças bem jovens, sem problemas. Já os bebês, de fato precisam estar acomodados em um “bebê conforto”, mas não necessariamente quando um adulto está presente no banco traseiro para segurá-lo.

E o que será de famílias grandes como a do Seu Zé? Estarão condenadas a andar de condução ou então fazer duas viagens para que todos possam ter o mínimo de conforto que um carro particular oferece?

É engraçado como o governo se comporta. Quando ele quer arrecadar mais dinheiro ele inventa leis de trânsito, multas, taxas e impostos, mas nada de parar de desviar dinheiro para benefício próprio e para campanhas políticas. Vai ser como na época da obrigatoriedade do “kit socorro” (estojo com um curativo e uma tesourinha. AFF!), campeão de multas como nenhum outro.

Só falta agora conseguirem de fato diminuir a maioridade penal (AI CARAMBA!) e ir reduzindo, reduzindo… enquanto a “Lei da Cadeirinha” vai aumentando, aumentando, até as duas se encontrarem. Então quero ver se as criancinhas vão para a DP em “bebês conforto”.

Esse assunto foi sugerido pelo leitor ADILSON DA SILVA através de um comentário.

Leia a matéria que saiu no PORTAL G1 sobre a “Lei da Cadeirinha”

Acesse a resolução do CONTRAN e saiba o que diz a nova lei



bonde já foi só um trenzinho

•28/04/2010 • Deixe um comentário

tem mais de quarenta aí

O bando se denomina “Bonde dos Quarenta”, por causa do grande número de assaltantes que reune (estimado em 60 integrantes pela polícia). Ele é resultado da união de várias quadrilhas originárias de diferentes comunidades da Zona Norte, principalmente nos complexos da Penha e do Alemão, todas sob o Comando Vermelho.

O índice de assaltos a motoristas e motociclistas é o mais alto do Rio. Os bandidos roubam os veículos, levam para as favelas e entram em contato com a vítima para cobrar resgate do bem furtado. E a farra continua na web. O “Bonde dos Quarenta” – que não é “Bonde dos Ousados”, mas também é safadinho – criou até comunidade no fotolog para instigar os “fãs” e zuar com as autoridades.

Parece que para aproveitar o encejo a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro resolveu finalmente instalar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em sete favelas da Tijuca. As operações começaram hoje e visam tanto tirar as facções criminosas do poder, quanto acabar com a festa do “Bonde dos Quarenta” na região.

O problema é o seguinte: quando o navio afunda os ratos são os primeiros a sair. Enquanto o policiamento ostensivo está presente nas comunidades através das UPPs, ainda sim não haverá policiamento suficiente nos 20 bairros aterrorizados pela quadrilha.

Seu Secretário, as ruas da Tijuca e de toda a Zona Norte devem ser cobertas com a mesma intenção. Se não, aí sim eles se sentirão livres para atuar, sabendo onde o policiamento está. Se mandou 250 policiais militares, mande mais 250 para as ruas da região enquanto seguem as operações nas favelas.

Que foi? Não pode colocar isso tudo de polícia na rua senão os moradores se sentem reprimidos? Naaaaada. Eles se acostumam, assim como os honestos moradores de favelas e comunidades encaram as UPPs todos os dias que vão e voltam do trabalho.

Talvez cercando todas as saídas o “Bonde dos Quarenta” não consiga nem criar contas no facebook, no twitter e no orkut.

Veja a matéria que saiu no O DIA ONLINE sobre o “bonde”

Veja o que foi publicado no GLOBO ONLINE sobre as UPPs

como era doce o meu bigorrilho

•28/04/2010 • 5 Comentários

CUIDADO, seu taxista, tem um cidadão querendo ir pra casa!

Como dizia o famoso cantor lusitano, Roberto Leal:

Lá em casa

Tinha um bigorrilho

Bigorrilho fazia mingau

Bigorrilho foi quem

Me ensinou

A tirar

O cavaco do pau… ; )

Pau mesmo é o que o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) está dando nos taxistas do Rio de Janeiro. O órgão determinou que entre os meses de abril e setembro os motoristas de taxi do estado devem fazer a vistoria periódica do veículo com valor em de torno de mil reais.

Incluída nesse valor assustador está prevista uma taxa extra…

A nova regra do Ipem reza que um novo sistema elétrico deve ser instalado no velho conhecido bigorrilho dos carros (isso mesmo, aquela luzinha em cima do taxi). O objetivo é que a lanterna possa piscar. Isso custará, segundo o instituto, 275 reais a mais na vistoria comum.

Até aí tudo bem. Um pouco caro… Absurdo, talvez. Mas a gente encara.

O que torna tudo um circo (ou show de horrores) é o fato da senhora presidente do Ipem, Soraya Santos, dizer publicamente que essa medida “pisca-pisca” é para prevenir assaltos aos motoristas. Segundo ela, o taxista poderá usar a lanterna para:

  1. dizer que já tem um passageiro no veículo e que não está disponível;
  2. piscar, mesmo estando disponível, quando achar que o cidadão que fez sinal tem cara de assaltante;
  3. entrar em uma “área de risco” sinalizando que apenas está lá para levar um passageiro.

MINHA NOSSA!!!! Então era só uma forma consentida das autoridades estimularem a discriminação a passageiros pelo visual dos caras?

Isso mesmo, senhor leitor! Você entende as coisas rápido.

Como se não bastasse, essa vistoria e a instalação desse “kit pisca-pisca” só poderão ser feitas em algumas oficinas credenciadas pelo Inmetro e pelo Ipem (haha. Olha o golpe…).

Como ô piloto! não é bobo nem nada, fui conversar com taxistas da região para saber a discussão que tem rolado na categoria e descobrir se essa medida era de fato uma antiga reivindicação dos motoristas de taxi, como também afirmou a presidente do instituto.

Sem se identificar, nossos entrevistados conseguiram fazer parecer ainda pior. Segundo se informaram, o valor de 275 reais para instalação do “kit pisca-pisca” sobe para 320 reais, por causa de “coisitas” a mais… Se é que me entende.

E como já esperávamos, além de acharem absurda a forma de julgar o passageiro utilizando o novo código, disseram que entrar piscando em uma “área de risco” é um convite para os tiros, porque nada impede que qualquer invasor dentro do carro os obrigue a acionar o bigorrilho.

Então na ponta do lápis: cerca de 33 mil taxis em todo o Rio de Janeiro, cada um pagando 320 reais pelo “kit pisca-pisca”, dá mais de 10 milhões de reais só de bigorrilho envenenado.

Poxa, Ipem. Poxa, Secretaria de Segurança, as luzes que precisam piscar são as da polícia. Os taxistas têm o direito de se sentirem seguros para trabalhar e os passageiros, o direito de serem tratados dignamente.

ô piloto! adverte: piscar demais pode fazer mal ao seu bolso… e à saúde, bem estar-social, ética, respeito…

Veja aqui a matéria que saiu no O DIA ONLINE sobre a nova regra

dormência nos trilhos

•25/04/2010 • 2 Comentários

dormente podre em Guilherme da Silveira

Quem pega o trem aqui levanta a mão! o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/

Pois é, a linha férrea do Rio de Janeiro é responsável pelo transporte de 450 mil cidadãos por dia em média no estado.

Mas quem diria? A responsável pelo bom funcionamento e segurança dessas milhares de pessoas é a Supervia (uma salva de palmas, por favor, senhoras e senhores!!!) nossa velha amiga de todos os dias, úteis (ou não).

Pensando nisso e preocupado com toda essa difícil missão da Supervia, ô piloto! visitou as suas já conhecidas plataformas para avaliar o estado de conservação dos ramais férreos do Rio de Janeiro.

uma das principais estações, Deodoro: mal conservada

Qual não foi minha surpresa (ooohhhh!!!) ao constatar que em estações como Guilherme da Silveira (ramal Santa Cruz), Olinda e Anchieta (ramal Japeri) e Deodoro apresentavam dezenas de dormentes deteriorados e também dormentes novos jogados ao lado dos trilhos, expostos ao tempo, para uma possível futura substituição.

Mas essa pesquisa me deixou um pouco sem fôlego, não somente pelo descaso da concessionária, mas não tenho pernas para percorrer todas as estações, ora! Por isso acho que é a hora de montarmos um time e agirmos juntos para provocar uma mudança.

Em Anchieta tem até trilho oco

Convoco todos os usuários dos trens do Rio de Janeiro a contar, simplesmente contar, quantos dormentes em más condições existem na plataforma que você costuma frequentar.

em Olinda, dormentes de reposição: armazenamento inadequado

Claro que assim não conseguiremos contabilizar todas as necessidades da malha férrea, pois não podemos andar pelos trilhos para contar todos os problemas. Mas a força não está nos números e sim na atitude de cada cidadão usuário da Supervia.

Conto com vocês para colaborar com a primeira enquete do nosso blog:

Quantos dormentes podres têm na sua plataforma?

ô piloto! acha que dormente estragado termina em trem descarrilado

só Jesus!

•23/04/2010 • Deixe um comentário

pessoas preferem andar a encarar trânsito

Na última quarta-feira, a Prefeitura do Rio deu um show de incompetência na coordenação do trânsito para um evento religioso na enseada de Botafogo, ignorando o alerta feito pelo comandante de Batalhão de Polícia da área. A Prefeitura autorizou o estacionamento de 4000 ônibus na enseada de Botafogo e Aterro do Flamengo, paralisando toda a Zona Sul da cidade.

Alguns moradores ficaram impedidos de realizar tratamentos médicos indispensáveis em razão do bloqueio total das vias.

O mais engraçado: não é a primeira vez que esse evento é realizado. Já é conhecido de outros carnavais… quer dizer, de outros cultos, a quantidade de fiéis que o batizado “Dia D” movimenta.

Que papelão, hein, Seu Prefeito!

Pedindo desculpas em nota oficial? Acha mesmo que é suficiente?

E pior! Muita gente está culpando a religião evangélica pelo transtorno, ao invés de cobrar a obrigação da Prefeitura. Se fosse Red Bull Air Race estariam todos revoltados a um só coração, não é?

Hipocrisia à parte, pelo menos o Ministério Público está abrindo inquérito para apurar os responsáveis por tal gesto notável. É só pisar no calo do Rio: a Zona Sul, para tomarem providências o quanto antes. Fazer o quê?

Bom, o jeito é torcer para que o episódio não caia mais uma vez no esquecimento e nos obrigue a um déjà vu desagradável no ano que vem.

saltando no ponto: nasce ô piloto!

•23/04/2010 • 2 Comentários

Oi, eu sou ô piloto ! este apelido surgiu quando eu era criancinha. Diziam que eu queria dirigir a vida de todos. As crianças obedeceriam os pais, os pais não maltratariam seus filhos, os adultos respeitariam seus semelhantes e todos preservariam a natureza. A vida seria harmoniosa e baseada no respeito mútuo.

Não sei se ainda mereço este apelido, mas uma coisa é certa: vou cobrar a responsabilidade de cada cidadão, de cada autoridade, de cada membro de nosso estado, quanto ao direito de ir e vir.

O transporte terrestre, aéreo e marítimo, individual ou coletivo, o direito do cidadão de se locomover será o alvo de meu dia-a-dia. Alertar as autoridades constituídas a tomarem providências relativas aos problemas por mim denunciados, sob pena de assumir toda a responsabilidade por suas omissões.

Convoco cada trabalhador, cada estudante, cada cidadão do Rio de Janeiro a se transformar em ô piloto ! em prol de melhor qualidade de vida para todos. Participe com fotos, vídeos, comentários. Vamos evitar o que claramente é uma “tragédia anunciada”.

É ô piloto ! na pista, pegando no tranco… e na ferida também!

 
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