como era doce o meu bigorrilho
CUIDADO, seu taxista, tem um cidadão querendo ir pra casa!
Como dizia o famoso cantor lusitano, Roberto Leal:
Lá em casa
Tinha um bigorrilho
Bigorrilho fazia mingau
Bigorrilho foi quem
Me ensinou
A tirar
O cavaco do pau… ; )
Pau mesmo é o que o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) está dando nos taxistas do Rio de Janeiro. O órgão determinou que entre os meses de abril e setembro os motoristas de taxi do estado devem fazer a vistoria periódica do veículo com valor em de torno de mil reais.
Incluída nesse valor assustador está prevista uma taxa extra…
A nova regra do Ipem reza que um novo sistema elétrico deve ser instalado no velho conhecido bigorrilho dos carros (isso mesmo, aquela luzinha em cima do taxi). O objetivo é que a lanterna possa piscar. Isso custará, segundo o instituto, 275 reais a mais na vistoria comum.
Até aí tudo bem. Um pouco caro… Absurdo, talvez. Mas a gente encara.
O que torna tudo um circo (ou show de horrores) é o fato da senhora presidente do Ipem, Soraya Santos, dizer publicamente que essa medida “pisca-pisca” é para prevenir assaltos aos motoristas. Segundo ela, o taxista poderá usar a lanterna para:
- dizer que já tem um passageiro no veículo e que não está disponível;
- piscar, mesmo estando disponível, quando achar que o cidadão que fez sinal tem cara de assaltante;
- entrar em uma “área de risco” sinalizando que apenas está lá para levar um passageiro.
MINHA NOSSA!!!! Então era só uma forma consentida das autoridades estimularem a discriminação a passageiros pelo visual dos caras?
Isso mesmo, senhor leitor! Você entende as coisas rápido.
Como se não bastasse, essa vistoria e a instalação desse “kit pisca-pisca” só poderão ser feitas em algumas oficinas credenciadas pelo Inmetro e pelo Ipem (haha. Olha o golpe…).
Como ô piloto! não é bobo nem nada, fui conversar com taxistas da região para saber a discussão que tem rolado na categoria e descobrir se essa medida era de fato uma antiga reivindicação dos motoristas de taxi, como também afirmou a presidente do instituto.
Sem se identificar, nossos entrevistados conseguiram fazer parecer ainda pior. Segundo se informaram, o valor de 275 reais para instalação do “kit pisca-pisca” sobe para 320 reais, por causa de “coisitas” a mais… Se é que me entende.
E como já esperávamos, além de acharem absurda a forma de julgar o passageiro utilizando o novo código, disseram que entrar piscando em uma “área de risco” é um convite para os tiros, porque nada impede que qualquer invasor dentro do carro os obrigue a acionar o bigorrilho.
Então na ponta do lápis: cerca de 33 mil taxis em todo o Rio de Janeiro, cada um pagando 320 reais pelo “kit pisca-pisca”, dá mais de 10 milhões de reais só de bigorrilho envenenado.
Poxa, Ipem. Poxa, Secretaria de Segurança, as luzes que precisam piscar são as da polícia. Os taxistas têm o direito de se sentirem seguros para trabalhar e os passageiros, o direito de serem tratados dignamente.
ô piloto! adverte: piscar demais pode fazer mal ao seu bolso… e à saúde, bem estar-social, ética, respeito…
Veja aqui a matéria que saiu no O DIA ONLINE sobre a nova regra







PARECE PIADA, MAS É…LÓGICO… AQUI TUDO É PIADA NÃO TEM EXPLICAÇÃO , O QUE É LOCO É QUE ESSAS PIADINHAS CUSTAM SEMPRE MUITO CARO.
ISSO NÃO É DISCRIMINAÇÃO, ISSO É INCRIMINAÇÃO.. SE EU FOSSE TAXISTA NÃO ENTRARIAM NO MEU TAXI: pastores, executivos, seguranças de festa chique, e toda galera engravatada, POIS PRA MIM OS PIORES BANDIDOS DESSE #*¨$@!@$ USAM TERNO E GRAVATA E DÃO TIRO DE CANETA.
POW!!! COMPREI UM PISCA-PISCA NO NATAL PASSADO POR 15 MANGOTE..
POW!!! SÃO VARIAS LÂMPADAS ,,RS…
PROVAVELMENTE MEU PAI (TAXISTA) VAI DIZER:
_PAÍS DE M…, COMANDADO POR TITICA!!!
Genial seu texto!!! Muito bom o blog, e veio em boa hora.
Os transportes estão um caos e ainda vão reduzir, vejam só, o número de ônibus para não atrapalhar o trânsito. Alguém lembre nosso querido prefeito que ele deve facilitar a circulação da maior parte das pessoas, não dos calhambeques privados que andam com uma ou duas cabeças cada.
Esse diacho desse bigorrilho nunca é usado e ninguém fiscaliza.
A proposta de lei é mongolóide, além dos argumentos, é confusa demais. Se não me engano, o correto seria ele ficar aceso quando o taxi estivesse vazio, até para facilitar sua distinção à noite por parte de que estiver buscando um taxi, e apagado quando estivesse com passageiro.
Aproveito para comentar que taxi aqui é caro pra burro. Em boa parte certamente por causa do alto custo do combustível aqui. Apesar da propaganda de sermos auto-suficientes em petróleo a gasolina aqui custa muito mais que em outros países onde não se tem tantos poços. Mas ainda assim é muito caro, e ainda tem a história da bandeira 2 que torna taxi um meio de transporte de gente endinheirada.
Aqui no Rio de Janeiro o Km rodado é de R$1,40 e a bandeirada é de R$ 4,30
Sou taxista!!! É infelizmente a nossa desunião nos faz ficar de mãos atadas. É bem certo que o sindicato, que seria uma forma de nos representar (taxistas), é só um cabide de emprego que não sabemos pra que serve. É só lembrar de escândalos recentes envolvendo a senhora SORAYA SANTOS, que pra falar verdade eu não sei se é ela a presidente do sindicato. Pois bem, gostaria muito que o Ministério Público desse uma espiadinha, pra ver se nesse angu tem caroço.